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5 Hacks cientificamente comprovados para melhorar sua concentração

A habilidade do cérebro para escolher no que vai se concentrar em meio à avalanche de informações e estímulos recebidos a todo instante é mesmo incrível. Ele filtra as distrações e concentra-se em uma única atividade específica, o que altera a atividade elétrica do seu neocórtex. Assim, os neurônios param de trabalhar sincronizados a fim de fazer sinapses descoordenadas.

Tal explicação não se parece muito com a imagem que projetamos ao imaginar alguém concentrado em seus estudos. Mas, de acordo com Stephen Williams, professor do Queensland Brain Institute, é esta característica que permite às células neurais individuais responder a informações sensoriais de maneiras distintas.

Graças à ciência, além de sabermos como o cérebro funciona, também já foram descobertos métodos de “hackear” seu funcionamento a fim de aumentar os nossos níveis de concentração. Quer aprender cinco novos jeitos de fazer isso? Então, continue lendo este artigo até o fim.


Métodos para hackear o cérebro


MASCAR CHICLETE: Um estudo publicado no British Journal of Psychology demonstrou a partir de um experimento com dois grupos que as pessoas que haviam mascado chiclete tiveram reações mais rápidas e precisas durante a resolução do exercício proposto. No entanto, a goma de mascar seria útil apenas para tarefas contínuas que demandam concentração por longos períodos. Isso porque o grupo que não mascou chiclete teve melhores resultados no início do exercício.

Outra pesquisa também revelou uma melhora da memória de curto-prazo em 35%. A explicação para tal fenômeno é o aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro quando se masca chiclete, mas não por muito tempo.

 
OUVIR MÚSICA CLÁSSICA: Uma pesquisa publicada em Learning and Individual Differences descobriu que ouvir música clássica melhora a concentração a partir de um experimento com dois grupos de alunos. Ambos atenderam a mesma palestra, mas um assistiu à apresentação com música tocando ao fundo e o outro, não. Depois, todos foram submetidos a um questionário sobre a palestra e aqueles que haviam sido submetidos ao ambiente musical pontuaram significativamente mais.

Além disso, as obras de compositores como Bach, Brahms e Mozart também servem para promover relaxamento. Inclusive, quando não se está prestando atenção à música, como acontece quando estamos estudando. Tal fato foi demonstrado em um estudo russo da Human Physiology.

 

UTILIZAR O CRONÔMETRO DE POMODORO: Não há dúvidas de que estudar é uma atividade que requer energia e que, quando feita por um longo período, gera cansaço físico e mental. De acordo com um artigo da Harvard Business Review, publicado em 2017, manter o foco em excesso causa o esgotamento dos circuitos cerebrais necessários para isso. Ou seja, fragmentar os períodos de concentração é uma forma de tornar-se mais produtivo.

Uma boa técnica para fazer isso é utilizar o que é conhecido como ‘cronômetro de pomodoro’. Este método consiste em fazer pequenas pausas de descanso entre momentos de escrita, leitura ou revisão de conteúdos acadêmicos. Assim, seu cérebro funcionará de maneira ideal, alternando entre foco e distração, o que auxilia o desenvolvimento da resiliência e da criatividade.

ASSISTIR A VIDEOS QUE TE DEIXAM FELIZ: Esta é uma das opções que você pode introduzir nos momentos de descanso mencionados anteriormente. Isso porque assistir a vídeos que te deixam feliz é um jeito fácil e prático de estimular emoções positivas que, segundo publicações científicas, potencializam a motivação com os estudos.

Sabe aquele meme fofo que faz o seu cérebro liberar bastante dopamina? Pois é! Deixa ele salvo na área de “Assistir Mais Tarde” da sua conta do YouTube para o momento em que você precisar de uma distração. Mas, faça isso com cuidado. Não é para entrar nas redes sociais e perder-se em meio às publicações por tempo indeterminado, beleza? E talvez isso aconteça porque os ‘hormônios da felicidade’ são realmente viciantes.


TOMAR UM SOLZINHO: Este hack atua de forma indireta, mas é tão importante quanto todos os outros. Afinal, a exposição à luz natural serve para regular o ciclo circadiano, que é o nome dado ao ritmo de 24 horas ao qual o corpo humano obedece. Logo, tomar sol pela manhã, quando os níveis de radiação UV são mais baixos, contribui tanto para manter-nos acordados quanto para que tenhamos melhores noites de sono.

A sonolência pode ser um inimigo cruel do estudante. No entanto, o ideal é tratar que a causa do sono em excesso ou do cansaço seja tratada em vez de recorrer a medidas paliativas como, por exemplo, ingerir maiores quantidades de cafeína para despertar.

 

Cuidando do cérebro

No fim das contas, todas as dicas que demos acima são ótimas para melhorar a sua concentração de curto-prazo e te ajudar a ser mais produtivo em seus estudos. Entretanto, para garantir que o seu cérebro continuará trabalhando direito por longos períodos de tempo, o ideal é que você busque viver de forma saudável.

Introduza atividades físicas em sua rotina e busque alimentar-se de um jeito que todos os grupos nutricionais [proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais] sejam ingeridos em quantidades recomendadas. Ah! Lembre-se também de praticar o autocuidado. Afinal, a ansiedade que mina a sua concentração pode e deve ser tratada, inclusive, com ajuda de especialistas.

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